



O Bom Retiro é um distrito situado na região central da cidade de São Paulo. Trata-se de uma região essencialmente comercial.
O Bom Retiro era considerado uma região moderna no passado, quando as estações da São Paulo Railway e da Estrada de Ferro Sorocabana, junto ao Jardim da Luz, faziam parte de belos e elegantes pontos de chegada e partida de viajantes.
Também um local de concentração industrial que na década de 1960 pouco a pouco cedia seu espaço a um ativo comércio de roupas e moda, mesclado com pequenas indústrias de confecção e tecelagem. À época, o bairro já era um pólo que concentrava comerciantes judeus e sírio-libaneses, os quais mais tarde migrariam para Higienópolis e outros bairros mais distantes do centro.
Possuidor de uma importante herança patrimonial e cultural da cidade, o Bom Retiro abriga a Pinacoteca do Estado de São Paulo, o Museu de Arte Sacra de São Paulo, o Museu da Língua Portuiguesa (dentro da Estação da Luz), o Centro de Estudos Musicais - Tom Jobim. A Estação Júlio Prestes foi restaurada e atualmente abriga a Sala São Paulo, sede da Orquestra Sinfonica do Estado de São Paulo .O Jardim da Luz é o mais antigo parque da cidade, e uma das poucas áreas verdes de sua região central.
O Bom Retiro conhecido pelo comércio popular, está mudando com a sofisticação de produtos, serviços e fachadas das lojas. Já detectamos que 60 lojas foram reformadas, e não se trata de simples aparência. No interior dos prédios verificamos andares inteiros destruídos para dar lugar a um pé direito altíssimo chegando a dez metros em alguns casos. Tudo porque pretendem conquistar definitivamente os grandes clientes do atacado de moda do País e da América Latina.O Bom Retiro está dividido em dois universos: o atacado e o varejo. O que sustenta o bairro são as vendas em grande escala, para lojistas e sacoleiras que vêm em caravanas de todo o Brasil e compram no mínimo 12 peças. O ponto alto do comércio do bairro é a pronta-entrega. Tudo o que está à mostra pode ser comprado e entregue na hora, sem a necessidade de pedidos e prazos para envio de mercadoria. Isso faz com que 70% das vendas da região sejam feitas para lojistas de fora de São Paulo e da América do Sul.
Mas, por mais que os confeccionistas do Bom Retiro não aprovem as vendas avulsas e queiram firmar a imagem do bairro como pólo produtor de moda, a clientela do varejo é uma realidade. Lá não é possível experimentar as roupas, já que as lojas não são preparadas para o atendimento individual. Também não há sanitários e a moeda mais aceita é o dinheiro vivo. Cartões de crédito nem sempre são bem vindos .O preço baixo, agregado a uma melhora nítida na qualidade dos produtos, compensa a falta de infra-estrutura.
A Rua José Paulino, de ponta a ponta, é tomada por confecções de moda feminina. A maioria abre para varejo aos sábados e muitas montam bancas de ofertas, que costumam causar tumulto entre as clientes. Nem toda loja tem moda de primeira e,ao lado de confecções de vanguarda, como a Epel e Oxo Paxo, há estabelecimentos que exalam mofo, com modelos de festa de Quinta categoria.
Agora estão chegando às vitrinas as peças do inverno, o que significa que é uma boa época para comprar os saldos de verão. Como é começo de temporada, as roupas para o frio ainda estão com preços muito altos para os padrões Bom Retiro.
Denise dos Reis Karg
Turma MB3
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