
Depois de nove anos de lançamento do primeiro filme da série, Elizabeth, a segunda produção, “Elizabeth: A Era de Ouro” estreou nos cinemas de todo mundo. O filme conta a fase em que a rainha enfrentou a guerra contra a Espanha.
Nessa nova adaptação da vida da famosa rainha, a postura de Elizabeth será mais confiante, sempre tentando manter o controle sob os assuntos políticos da corte, sem deixar seu romance com o aventureiro Sir Walter Raleigh .
Nessa nova adaptação da vida da famosa rainha, a postura de Elizabeth será mais confiante, sempre tentando manter o controle sob os assuntos políticos da corte, sem deixar seu romance com o aventureiro Sir Walter Raleigh .

O roteiro e a direção ficou nas mãos de Shekhar Kapur que já planeja um terceiro filme para daqui a três anos com o mesmo elenco principal.
A maior dificuldade do diretor foi convencer Cate Blanchett a assumir o papel da rainha que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de 1998, novamente. A estréia do filme aconteceu no Festival de Filmes de Toronto e recebeu excelentes críticas
O que mais me chamou atenção neste filme foi a capacidade que uma mulher tem de reinar e chegar ao poder com muita determinação e sem a necessidade de um companheiro dando o seu apoio.
Era conhecida como a Rainha Virgem por ser ainda solteira aos 50 anos, quando então se apaixona pelo poeta e explorador Walter Raleigh deixando que o amor ameace a rigidez do seu poder. Neste momento ela precisa preparar seu exercito e defender o seu trono recorrendo a ajuda de sua dama de companhia para manter seu amado por perto. O problema é que os dois se aproximam demais e isto transtornou a rainha.
A história acontece entre a mulher governante que defende sua posição e a mulher apaixonada que não pode entregar-se aos sentimentos do seu coração.

A MODA
A Rainha Elizabeth representada por Cate Blanchett, lindíssima com seus vestidões armados e golas de rufo, e os paletós adamascados de Clive Owen. O visual grandioso, meio alta-costura, é assinado por Alexandra Byrne.
A RAINHA - Elizabeth I, a primeira rainha sem rei do mundo ocidental, é quem, por razões pessoais, estabelece a forma da mulher moderna, é ela quem dá à mulher cintura, quadril e seios. A partir de Elizabeth a mulher abandona a forma da semente e assume a forma da ampulheta. Sua influência e poder são tão grandes que transforma toda a moda masculina, e feminina por mais de três séculos. A partir dela surge o conceito de três peças masculinas (calça, colete e paletó), a imagem da noiva e até o New-Look de Dior. Elizabeth I sobrepôs a couraça do cavaleiro medieval à túnica pregueada da Virgem Maria.
E, ao mesmo tempo, toda tentativa de aproximar Elizabeth do solo se opõe à exuberância extra-mundo de seus figurinos. Kapur talvez devesse investir na carreira de fotógrafo de moda, uma vez que seu cuidado na filmagem dos mais diversos vestidos da rainha superam em quilômetros toda a preguiça com que trata os vilões da Espanha, ou ainda a sub-trama do planejamento do assassinato da rainha, com masmorras escuras e católicos fanáticos . Um vestido, um arranjo de cabeça, um lenço, são encarados como verdadeiros objetos de composição da imagem. Primeiro, a rainha respeitável, em trajes que a fazem desaparecer no meio dos adereços do palácio e das damas de companhia. Uma vez que o amor seja despertado Elizabeth finalmente encara vestidos mais berrantes. Quando está prestes a ser assassinada, veste um branco tão ofuscante que nem a câmera-lenta do filme é capaz de capturá-lo sem deixar a imagem estourar. O tiro falha, culpa daquela brancura toda, é claro. É então que começa a guerra contra a Espanha, e nada tira o roxo do corpo de Elizabeth. O filme que Kapur tinha no coração era esse: a ascensão de uma mulher, do vestido pastel à armadura de guerreira, da peruca quatrocentista aos longos cabelos ruivos soltos ao vento.
O filme é muito bom!
Denise dos Reis Karg
Turma Mb3
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